quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Os invisíveis




Você vê,  mas finge que não vê.
Você conhece,  mas faz que desconhece.
Eles podem ser os menos favorecidos,
Eles podem ser diferentes de você,

Eles podem não morar onde mora você,
Eles podem não ser tão belos quanto você,
Eles podem não ser da religião de você,
Eles podem não ser do partido de você,

Eles podem  ser os indiplomados ,
Eles podem ser os despatriados,
Eles podem  ser até  vizinhos de você,
Mas você não os vê.


Eles podem estar na rede social de você
Mas você faz que não vê.


Eles podem estar on line com você,
Mas...

São invisíveis .

Quem existe é só você.
Tudo gira em torno de você.
O tal é você.
O primeiro é você.
O mais é você.

Não esqueçamos jamais...

Somos a mesma essência.
Nada trouxemos,  nada levaremos.
Ficará o que plantamos.
Só o legado será visível.

Abra os olhos!


.......................................


Porém,
Também pensei em você.
Na empresa
No trabalho
Na casa
Na igreja
No grupo
Ou na roda dos pseudos amigos,
O invisível pode ser você.
Então, a sensação você vai saber.


Pesquisas interessantes

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Sonhos


Doces sonhos
Sonhos alegres
Tristes sonhos
Sonhos esquecidos
Lembrados e relembrados
Sonhos românticos
Sonhos de apaixonados

Sonhos...
Sonhos pesados

Sonhos...
Sonhos interrompidos
Sonhos sofridos
Sonhos frustrados
Sonhos repetidos


Sonhos...
Possíveis
Impossíveis


Sonhos...

Sonhos realizados !


Sonhos
Sonhos doces
Amargos
Sonhos salgados


Sonhos de nata
Sonhos de doce de leite
Sonhos de goiabada..


Apetitosos
Saborosos!

Secos ... molhados...

Crus


Sonhos ...
Sonho dormindo
Sonho acordado

Sonhos...
Sonhe
Desperte
Acredite
Conquiste
Realize
Desfrute

Sonhei
Vivi
Amei
Acordei
Sofri
Venci
Sonhos...






sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Querer é (e) poder?


Querer amar e não se amar ( pode?)
Querer amar e não ser amado
Querer ser amado e não se amar
Querer apenas  amar
Querer apenas amor
Querer amor por amar
Querer amor sem amar.


Queira amar e ser amado.

Querer   cobrar   e ser cobrado
Querer   ajudar  e  não se ajudar
Querer ser ajudado e não ajudar
Querer mudar   e   ser   imutável
Querer mudar e só falar.

Queira ser transformado.

Querer repreender e ser repreensível
Querer   ter   e   não ter como poder ter.

Querer e mais querer.
    Querer poder mais.
          Querer mais poder.
               Querer fazer mais.
                    Querer só mais poder.

                         Só querer?

                              Sem poder?

                                     Sem fazer?
                         
                               


Querer, querer

Querer querendo  (Chaves)

Querer por querer.


Poder poder

Poder podendo  (Neitzki)

Poder por poder.

Poder ter mais poder para poder mais  fazer.


Poder ter poder sem se ensoberbecer!
Querer poder sem moer (pisotear).

Se pode , por que não querer ou fazer ?

Em regra geral, quando se quer, se consegue.

E, fechando, usar a autoridade sem autoritarismo,
isto sim, é ser poderoso.

Poder se conquista ( se cativa ), não se impõe.
Amor corrige, cuida, zela ,protege e defende.

Amor, é aliado.

Eu amei porque fui amado!
Eu quis, eu pude , eu fiz.


(mais este modesto poema)

sábado, 13 de outubro de 2018

ABUSO?



  • Carine sofreu abusos quando criança e, hoje, ajuda mulheres em situação de vulnerabilidade
Diferentes casos de abuso uniram quatro mulheres de quatro partes do Brasil em um livro. "As Iluminadas" (editora Qualitymark) narra abusos sofridos por Sabrina, Carine, Ivana e Edilaine e mostra a guinada que cada uma deu na própria vida para enfrentar as lembranças. Hoje, o quarteto toca o projeto social de mesmo nome, que ajuda mulheres em situação de vulnerabilidade a encarar traumas e a se livrar de violências. A Universa vai contar a história de todas as autoras em uma série de matérias. O relato da Ivana foi o primeiro. Conheça a história de Carine.
Carine não tinha nem 18 anos quando decidiu abandonar a vida no interior da Bahia para se dedicar a Deus em Botucatu, no interior de São Paulo. O avô, figura masculina mais presente na vida da jovem, morreu quando ela tinha 16 anos. Ele liderava o clã evangélico familiar onde Carine cresceu.
No mesmo período, ela começou a namorar um homem que a forçava a barra para ter relações sexuais com ele. "Eu era virgem e só queria fazer sexo depois do casamento". As decepções conjuntas se juntaram a um câncer de ovário que surpreendeu a menina. Ela entrou na menopausa ainda adolescente. No convento Santa Marcelina, conviveu com a pedofilia por parte de uma freira.
"Entrei no convento com a intenção de me isolar do mundo. Éramos 23 meninas, dormíamos no mesmo quarto. À noite, quando íamos dormir, uma freira nos abraçava e acariciava. Algumas eram levadas para o quarto dela. Eu sempre estudei e, em um momento em que não se falava sobre pedofilia, eu já sabia que tinha algo errado acontecendo ali.
A gente fazia trabalhos paralelos ao convento. O meu era um projeto social em escolas nas favelas com os que eram considerados os piores alunos. Diariamente, eu me reunia com usuários de drogas, meninos envolvidos com o crime, para tentar levar a palavra de Deus. Como era um trabalho difícil, todos os dias eu me reunia com uma psicóloga para passar o relatório dos alunos. Foi ela a primeira pessoa a saber dos abusos da freira.
Decidi perguntar às meninas o que acontecia quando ela as levava para o quarto, até então, nunca tinha acontecido comigo. Elas me contaram que a freira dizia que as meninas estavam carentes, que não tinham sido amamentadas quando bebês. Uma delas me disse: 'Ela age como homem'. E um dia a vítima fui eu. Ela veio até a minha cama, me acariciou e me levou para o quarto. Repetiu o processo comigo alegando que era uma "cura intrauterina". Eram gestos de casal, uma carícia sexual. Mesmo virgem, eu sabia que aquilo não era cura de jeito nenhum. Ela gerava carência nas meninas, principalmente das mais novas, de 13 e 14, para suprir a dela. 
Comecei a perceber que o comportamento das vítimas começou a mudar quando a frequência dos abusos aumentou. Muitas cortavam os cabelos, deixavam de se cuidar. Queriam ficar parecidas com meninos, queriam ser invisíveis.
Depois de um ano e meio, não aguentei mais. Disse à psicóloga que abandonaria o convento. Ela me apoiou e sugeriu que eu contasse a verdade, mas não tive coragem. Tive uma conversa com a madre superiora e pedi para sair. Uma semana depois, liguei e revelei o motivo. Apontei, inclusive, quem eram as meninas que foram abusadas. A entidade temeu que eu contasse isso a alguém, por isso designou um frei para me acompanhar por alguns meses. Eu me calei. Só revelei o que aconteceu quando lançamos o livro.
Eu me libertei do convento, fiz faculdade de Direito em São José do Rio Preto, onde trabalhei por dois anos. Voltei para a Bahia e, depois de seis meses morando lá, recebi uma proposta de trabalho na Angola. Me casei e tive um filho contrariando meu corpo – menopausado desde os 16 anos.
Eu me ausentei do mercado por causa de uma depressão, assim que meu filho nasceu. Quando voltei, iniciei os trabalhos dentro da mudança comportamental. Fiz um curso de coaching e fui para Ohio para a especialização. Foi lá que conheci as meninas e descobri que nossas histórias poderiam ajudar outras mulheres.
Com o lançamento do livro, tivemos oportunidade de fazer palestras gratuitas para mulheres em situações de vulnerabilidade. Foi uma alegria. Há convites aqui da Angola, do zumbi dos Palmares... É uma forma de mostrar que dá para enfrentar os traumas e dar um novo significado a eles.

copiado  do link,
https://www.bol.uol.com.br/

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

fofoca




Você fala de alguém pra alguém 
que é amigo desse alguém de quem você falou. 
Esse alguém pra quem você falou de alguém comenta que você, 
ora denominado de alguém também,  
teceu os comentários.  
Resumo da ópera: 
alguém que confia em alguém 
deve lembrar que sempre há outro alguém.